Vamos terminar o dia com uma prece...

 

Senhor,

Se um dia eu estiver " cheio da vida" , com vontade de sumir, de morrer, insatisfeito comigo e com o mundo em torno de mim...

- Pergunta-me, apenas, se eu quero trocar a luz pelas trevas...

- Pergunta-me se eu quero trocar a fartura da mesa posta,

pelos restos que tantos vem buscar no lixo...

- Pergunta-me se eu quero trocar meus pés

por uma cadeira de rodas...

- Pergunta-me se eu quero trocar minha voz pelos gestos...

- Pergunta-me se eu quero trocar o mundo maravilhoso dos sons pelo silêncio dos que nada ouvem...

- Pergunta-me, se eu quero trocar o jornal que leio

e depois jogo no lixo, pela miséria dos que vão buscá-lo

para fazer dele seu cobertor...
- Pergunta-me, se eu quero trocar minha saúde,

pelas doenças incuráveis de tanta gente...

- Pergunta-me também, até quando não reconhecerei as Tuas bênçãos, a fim de fazer de  minha vida um hino de louvor e gratidão

e dizer, todos os dias, do fundo de mim:

- Obrigado, Senhor!

 

:: Postado por Juliana às 00h36
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Sábias palavras

"Tudo aquilo que algum idiota diz que é urgente, é algo que o imbecil não fez em tempo hábil e quer que você se vire para fazer em tempo recorde" !

 

:: Postado por Juliana às 00h34
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OLHA A CARA DO NOSSO CONGRESSO NACIONAL...

:: Postado por Juliana às 00h33
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Recebi este texto e achei muito interessante publicá-lo aki no meu blog, nesses tempos de crise do nosso governo, só pra comparar...

 

DEPUTADOS DE LÁ ... da Inglaterra!

Os deputados ingleses, na Mãe dos Parlamentos,
1 . não tem lugar certo onde sentar-se na Câmara dos Comuns;
2 . não têm escritórios, não têm secretários nem automóveis,
3 . não têm residência (pagam pela sua em Londres ou
nas províncias);
4 . não têm passagem de avião gratuita, salvo quando a serviço do próprio Parlamento.
Tudo isso tem de pagar de seu bolso.
E seu salário equipara-se ao de um Chefe de Seção de
qualquer repartição.

Em suma, são SERVIDORES DO POVO e não PARASITAS do mesmo.

DEPUTADOS DE CÁ ... do nosso Brasil, claro !

1 . Salário: R$ 12 mil;
2 . Auxílio-moradia: R$ 3 mil;
3 . Transporte: 4 passagens aéreas de ida e volta a Brasília
por mês;
4 . 13º e 14º salários: no fim e no inicio de cada
ano legislativo.
5 . Verba para despesas comprovadas: R$7 mil;
6 . Verba para assessores: R$ 3,8 mil;
7 . Férias de 90 dias ao ano e folga remunerada de 30 dias,
8 . mais R$ 35 mil por mês como verba de gabinete.
9 . Direito a contratar 20 servidores para seu gabinete.
10. Engraxate, barbeiro e cabeleireiro grátis;
11. E ainda recebem R$ 25,4 mil para trabalhar durante o recesso .
O dinheiro saiu dos cofres públicos, ou seja, do bolso do povo.

Mostre sua solidariedade aos nossos parlamentares e repasse este texto para que o mundo veja a pujança do nosso país e o alto padrão dos nossos deputados e senadores, que não são pés-de-chinelo como os lords  comuns ingleses.

 

:: Postado por Juliana às 00h29
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Estou tão feliz... uma pessoa muito especial vem me ver... PAPAI... quaisquer 5 minutinhos perto dele já bastam, para amenizar a dor da saudade que a distância nos impõe...

 

:: Postado por Juliana às 01h30
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Não poderia ir dormir sem antes registrar aki uma bela lembrança:

Tem sido lembrada, em Brasília, a profecia do ex-ministro Delfim Netto a cada candidatura de Lula a presidente.

"É melhor entregar logo o governo ao PT" - dizia - "Perderemos quatro anos, mas ficaremos uma eternidade sem ele".

:: Postado por Juliana às 01h27
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O Homem que Vivia Anedotas

Luis Fernando Veríssimo

      Sempre deu tudo errado comigo. Desde criança.
— Compreendo.
— Na escola, não conseguia prestar atenção em nada. Estava sempre pensando em mulher nua.
— Espera aí. Você é…
— Sou. O Juquinha. Todo mundo ficou sabendo das minhas histórias, virei anedota.
— Mas as histórias até que eram engraçadas.
— Engraçadas para quem não foi expulso da escola, como eu. Meus pais me mandaram a um médico para curar minha obsessão. Um psiquiatra.
— Não foi esse o médico que...
— É. Começou a me mostrar desenhos. Uma cadeira. Um chapéu. Um telefone. Pediu para eu me concentrar.
— E aí você disse…
— Eu disse: "Me concentrar como, se o senhor não pára de mostrar figurinh
a erótic
a?". O senhor está rindo porque não foi com o senhor. Fiquei anos em tratamento.
— Desculpa. Eu não estava rindo de você. Continue.
— Como não tinha educação, fui ser mecânico. Não deu certo.
— Por quê?
— Sabe aquela história do cara que acendeu um fósforo dentro do tanque do carro para ver se tinha gasolina, e tinha?
— Foi você?
— Foi. No hospital, tiveram que me reconstituir. Pegaram as partes e juntaram de novo. Tudo bem, só que…
— Só que para ouvir direito, você precisava levantar o braço! Essa é ótima.
— Ótima porque não foi com o senhor.
— Desculpe. Foi horrível.
— Quando saí do hospital comprei uma motocicleta. Uma noite na estrada, vi os holofotes de duas motocicletas que vinham em sentido contrário. Só por farra, resolvi passar com a minha entre as duas.
— E era um automóvel. Essa eu conheço.
— Voltei para o hospital. Tiraram radiografias. Eu estava péssimo. Quando o médico disse quanto ia custar o tratamento, eu disse que não podia pagar.
— E ele?
— Ele disse que por um preço módico mandava retocar as radiografias.
— Grande! Quer dizer, horrível. E seus pais?
— Está vendo esse relógio? Está na família há gerações.
— É uma beleza.
— No seu leito de morte, poucos minutos antes de expirar, papai me vendeu.
— Boa, boa. Quer dizer, triste, triste.
— Me casei. Não durou muito. Minha mulher estava convencida que era um refrigerador.
— Realmente, não dava para continuar vivendo com uma louca.   O pior não era isso. O pior é que ela dormia com a boca aberta e a luz não me deixava dormir. O senhor está rindo outra vez.
— Não posso me conter. É que você teve uma vida engraçada.
— Engraçada? Trágica. Tudo comigo deu errado. As pessoas riem de sádicas.
— Você tem razão.
— Para esquecer tudo, fui fazer uma viagem. Quando o avião estava a dez mil metros de altura, ouviu-se uma voz que dizia: "Isto é uma gravação. Este avião não tem piloto. É dirigido por um sistema totalmente automático que substitui com vantagem o controle humano. Não há com o que se preocupar. O sistema foi exaustivamente testado é absolutamente aprova de falhas, de falhas, de falhas…".
— O avião caiu e foi assim que você veio parar aqui?
— Não, São Pedro. O avião caiu no mar, eu sobrevivi e passei uma temporada numa ilha deserta com uma mulher. Só que a mulher era a Betty Friedman.
— Acho que já vi esse cartum.
— Pois é. Aí fui salvo e ainda passei por várias anedotas até resolver me matar. Não conseguia fazer anda certo. Só restava o suicídio. Dei um tiro na cabeça.
— E aqui está você.
— Não. Errei o tiro. Depois fiquei tão contente de ainda estar vivo que dei um tiro para o ar. Aí acertei na cabeça. E aqui estou eu. Livre, finalmente, das anedotas. O senhor ainda está rindo!
— Meu filho você sabe quantas anedotas de São Pedro na porta do céu existem?
— Não, São Pedro. Por favor. Não!
— O que é que eu posso fazer? Esta é uma delas. Houve um maremoto em Copacabana, morreu todo mundo e nós estamos com o céu lotado.
— Lotado? Mas só a população de Copacabana lota o céu?
— É que tinha os argentinos. Você só vai encontrar lugar no Purgatório, e na lista de espera.

 

:: Postado por Juliana às 00h12
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Botecos

Luis Fernando Veríssimo

 

Tinha uma mania: colecionava botecos. Não os freqüentava, apenas. Era um estudioso. Gostava de descobrir botecos e recomendar para os amigos. Ultimamente vinha se especializando - um refinamento da sua paixão - no que chamava de botecos asquerosos. Daqueles que nenhum fiscal da Saúde Pública incomoda porque não passa pela porta sem desmaiar.

Seu rosto se iluminava na frente de um boteco asqueroso recém-descoberto. Não resistia e entrava. Depois contava para os amigos.

- Uma glória. Sabe ovo boiando em garrafão com água?

- Repelentes, é?

As galinhas não os receberiam de volta. A própria mãe!

Descrevia o boteco com carinhoso entusiasmo. - E que moscas. Que moscas!

Só não tinha paciência com o falso sórdido. Alguns botecos assumiam suas privações como uma declaração de falta de princípios. Ele preferia o sórdido inconsciente, o sórdido autêntico. Principalmente o sórdido pretensioso.

Uma vez contara, extasiado, uma cena. Terminara de comer uma inominável almôndega, pedira um palito para o dono do boteco e desencadeara uma busca barulhenta e mal-humorada, com o dono procurando por toda a parte e gritando para a mulher:

- Cadê o palito?

Finalmente o dono encontrara o palito, atrás da orelha, e o oferecera. Ele se emocionava só de contar.

Os amigos, sabendo da sua paixão, mantinham-se atentos para botecos sórdidos que pudessem interessá-lo. Muitos ele já conhecia.

Um que tem uma Virgem Maria pintada num espelho com uma barata esmigalhada de tapa-olho? Vou seguido. A cachaça é tão braba que tem bula com contra-indicação.

Outro dia lhe trouxeram a notícia do pior dos botecos. Não era um boteco de quinta categoria. Era um boteco de última categoria. Ficava no limite entre a vida inteligente, e a vida orgânica. Ele precisava ir lá verificar.

Foi no mesmo dia. Ficou estudando o boteco de longe, antes de se aproximar. Tinha um garoto na porta do boteco. A função do garoto era atacar cachorros sarnentos. Quando passava um cachorro sarnento o garoto o enxotava - para dentro do boteco!

Ele atravessou a rua na direção do boteco com aquele brilho no olhar que tem o pesquisador no limiar da grande revelação, ou o santo antes do doce martírio.

:: Postado por Juliana às 00h12
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A Cláusula do Elevador

Luis Fernando Veríssimo

Porque eram precavidos, porque queriam que sua união desse certo, e principalmente porque eram advogados, fizeram um contrato nupcial. Um instrumento particular, só entre os dois, separado das formalidades usuais de um casamento civil. Nele estariam explicitados os deveres e os compromissos de cada um até que a morte ou o descumprimento de qualquer uma das cláusulas os separasse.
Passaram boa parte do noivado preparando o documento. Tudo correu bem até chegarem à cláusula que tratava da fidelidade. Ele ponderou, chamando-a de "cara colega" entre risadas (estavam na cama), que a obrigação de ser fiel deveria constar no contrato, claro, desde que a cláusula correspondente permitisse uma certa flexibilidade.
- Vejo que o nobre causídico advoga em sem-vergonhice própria - brincou ela, cutucando-o.
- Não, não, disse ele. - Só acho que devemos levar em consideração as hipóteses heterodoxas. As eventualidades aleatórias. As circunstâncias atenuantes. Em outras palavras, as oportunidades imperdíveis.
E exemplificou:
- Digamos que eu fique preso num elevador com a Luana Piovani.
- Sei.
- Só eu e ela.
- Certo.
- Depois de 10, 15 minutos, ela diz "Calor, né?" e desabotoa a blusa. Mais dez minutos e ela tira toda a roupa. Mais cinco minutos e ela diz "Não adiantou" e começa a abrir o zíper da minha calça...
- Sim.
- O contrato deveria prever que, em casos assim, eu estaria automaticamente liberado dos seus termos restritivos.
Ela concordou, em tese, mas argumentou que a licença pleiteada deveria ser mais específica, rechaçando a sugestão dele de que o inciso expiatório se referisse genericamente a "Luana Piovani ou similar". Depois de alguma discussão, ficou decidido que ele estaria automaticamente liberado da obrigação contratual de ser fiel a ela no caso de ficar preso num elevador com a Patrícia Pillar, a Luma de Oliveira, ou uma das duas (ou as duas) moças do "Tchan", além da Luana Piovani, se o socorro demorasse mais de 20 minutos.
Isto estabelecido, ela disse:
- No meu caso, deixa ver...
- Como, no seu caso???
- No caso de eu ficar presa num elevador com alguém.
- Defina "alguém".
- Sei lá. O Maurício Mattar. O Antônio Fagundes. O Vampeta.
- O Vampeta não!
- É só um exemplo.
- Não pode ser brasileiro!
- Ah, é? Ah, é?
Foi a primeira briga deles. Ele se considerava um homem moderno e um escravo da justiça, mas aquilo era demais. Não conseguia imaginar ela presa num elevador com um homem irresistível, ainda mais com a absolvição pelo adultério garantida em contrato.
Sugeriu o Richard Gere. Ela não era louca pelo Richard Gere? O Richard Gere ele admitia. Ela achou muito engraçado. As chances de ela ficar presa num elevador com o Richard Gere eram muito menores do que as chances dele de ficar preso com a Luana Piovani, que morava no Brasil, ora faça-me o favor.
- Então o Julio Iglesias.
- O quê?!
- O Julio Iglesias vem muito ao Brasil.
- Eu tenho horror do Julio Iglesias!
- Bom, se você vai começar a escolher...
Finalmente , chegaram a um acordo. Ele ainda relutou, mas no fim se viu sem nenhuma objeção convincente. Ela estaria liberada de ser fiel a ele se um dia ficasse presa num elevador com o Chico Buarque. Mas só com o Chico Buarque. E só se o socorro demorasse mais de uma hora!

 

 

                                                           

:: Postado por Juliana às 00h12
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A Felicidade

A felicidade não está em grandes presentes, grandes fortunas, nem em viagens fabulosas...

A felicidade está nas pequenas coisas da vida, nos gestos mais simples, nas atitudes mais singelas, em algumas palavras ou em alguns minutos com a pessoa amada, seja ela um grande amor ou simplesmente alguém que vc ama e admira muito...

Algumas pessoas ficam felizes assim, basta um carinho, uma palavra ou alguns minutos pra matar a saudade, minutos que valem uma eternidade...

Se vc não é capaz de ser feliz assim, valorizando as pequenas coisas, vc não merece encontrar a felicidade...

 

:: Postado por Juliana às 16h05
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  Tudo o que faço, é com amor e dedicação...

 

:: Postado por Juliana às 23h20
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O homem só será feliz quando fizer a perigosíssima viagem de si para dentro de si mesmo, pisar no chão do seu coração e procurar nas suas entranhas a eterna convivência.

 

Carlos Drummont de Andrade

 

:: Postado por Juliana às 23h17
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Como é linda a bandeira do nosso Brasil...Tenho muito orgulho de ser brasileira... Pena que algumas pessoas, estejam manchando tanto a imagem belíssima do nosso país, com tanta lama, sujeira, falsidade e roubo... Nunca vi tanto ladrão num mesmo lugar... Kd a polícia desse país???

:: Postado por Juliana às 23h13
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Onde você vê...

Onde você vê um obstáculo,
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.

Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.

Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...

Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria
total.

Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.

E que é inútil querer apressar o passo do
outro, a não ser que ele deseje isso.
 
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.
 
"Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura."

                                           Fernando Pessoa

 

:: Postado por Juliana às 17h08
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Deus nos mostra

Deus nos mostra sempre aquilo que estamos precisando ver. Hoje por exemplo, estava eu aki ligando pra tentar arrumar uma consulta médica com um especialista para meu filho, quando uma atendente de uma clínica daqui de Volta Redonda começou a me contar um episodio acontecido há alguns minutos com ela. Um senhor já idoso, precisava urgente de uma consulta com especialista para tratar e operar um câncer, já diagnosticado, mas tem urgência, pois se operado imediatamente, tem chance de cura de 100 %, mas o plano de saúde dele, diga-se é o mesmo que parei de pagar para meu filho, só autorizava a consulta para dia 20 de julho e hoje ainda é dia 4, imaginem o desespero desse homem diante da possibilidade de ter que arriscar a própria vida, simplesmente porque o plano de saúde não pode permitir uma consulta urgente. Cada dia para este paciente significa um risco a mais de vida. É o limite entre a vida e a morte. Diante desse relato, o meu problema que naquele momento era gigantesco, foi reduzido a nada, e a minha indignação com a COMEDH aumentou drasticamente. A comedh reduziu muito seu quadro de médicos, e os prejudicados foram os associados que pagam um plano caríssimo todo mês e quando precisam, cadê? Não tem... A maioria dos médicos já não atendem pelo plano, então o que fazer? Aguardar a morte? O que dizer para um paciente desesperado diante da impossibilidade de cura por motivos tão banais? Sofre o paciente, o atendente que não pôde ajudar, e nós que nem sequer o conhecemos mas compartilhamos o seu sofrimento e a sua indignação... Só nos resta pedir a Deus que derrame suas bençãos sobre este sofrido homem, para que ele consiga se curar... Eu cancelei meu convênio e garanto que muitos estão fazendo o mesmo.

:: Postado por Juliana às 23h15
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Um dia de merda - Luis Fernando Veríssimo

(verídico) Aeroporto Santos Dumont, 15:30. Senti um pequeno mal estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse. Mas, atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas.Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão. "Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, tranqüilo". O avião só sairia às 16:30. Entrando no ônibus, sem sanitários. Senti a primeira contração e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que daria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto.Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil, falei: "Cara, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um barro". Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e segurei a onda. O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo alto falante: "Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 1hora,devido a obras na pista". Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo. Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na estação ânus a qualquer momento.Suava em bicas. Meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro. O alivio provisório veio em forma de bolhas estomacais, indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado. Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário tão branco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele. E o papel higiênico então:branco e macio, com textura e perfume e, ops, senti um volume almofadadoentre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado. Um cocô sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada. Tão perfeita obra, dava pra exporem em uma bienal. Mas sem dúvida, a situação tava tensa. Olhei para o meu amigo,procurando um pouco de solidariedade, e confessei sério: "Cara, caguei!" Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle. "Que se dane, me limpo noaeroporto" - pensei. "Pior que isso não fico". Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira, mas não pude evitar, e sem muita cerimônia ou anunciação, veio à segunda leva de merda. Desta vez, como uma pasta morna. Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa, pernas, panturrilha, calças, meias e pés. E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo à liberdade. E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar, afinal de contas o que era um peidinho para quem já estava todo cagado. Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa. E me caguei pela quarta vez. Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas colocou as linhas adesivas viradas para cima e quando foi tirá-lo levou metade dos pelos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada. Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei a falta de papel higiênico em todos os cinco. Olhei para cima e blasfemei: - "Agora chega, né?" Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei a roupa toda para analisar minha situação (que conclui como sendo o fundo do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia. Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o "check-in" e ia correndo tentar segurar o vôo. Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. Ele tinha despachado a mala com roupas. Na mala de mão só tinha um pulôver de gola "V". A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus.Desesperado comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. Minha cueca joguei no lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis e assim como minhas meias mudaram de cor tingidas pela merda. Meus sapatos estavam nota 3, numa escala de 1 a 10. Teria que improvisar. A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar. Virei a calça do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água.Comecei a dar descarga até que o grosso da merda se desprendeu. Estava pronto para embarcar. Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola "V", sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde.Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando o "RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO" e atravessei todo o corredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria. A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de algo. Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas disfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir: "Nada, obrigado." Eu só queria esquecer este dia de merda!

:: Postado por Juliana às 23h07
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Uma amiga (a Patty) me mandou um texto do Veríssimo: Um dia de Merda, depois mandou Quase, e muitos outros... Resultado: me apaixonei, foi amor a primeira vista. Desde então tenho me aprofundado mais no mundo da literatura, procurando ler coisas que eu detestava há alguns anos atrás... Os anos passam e as pessoas mudam, quem diria euzinha gostando de ler literatura, nunca fui muito disso, sempre preferi jornais, revistas, menos esse tipo de leitura... Estou muito feliz com a mudança e mais uma vez devo isso ao meu pai, que reencontrei depois de tantos anos... Aproveitando a oportunidade, quero anunciar que a partir de agora vou publicar mais textos, poesias, poemas, crônicas e coisas desse tipo, de vários autores... Espero sinceramente que vocês gostem... Patty te agradeço do fundo do coração... te adoro... Beijos... Ju

:: Postado por Juliana Castro às 22h33
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